07 novembro 2008

O que vem por ai...


Amplificadores Valvulados


A diferença entre o som valvulado e o solid state


O verdadeiro motivo pelo qual amplificadores valvulados soam melhor do que seus descendentes solid state é a diferença das características de seus componentes ativos ou seja, válvulas e transistores. Os transistores saturam-se com extrema facilidade e é exatamente por isso que é difícil projetar um amplificador solid state com som limpo, sem distorções.


A válvula satura-se com mais dificuldade e por isso os amplificadores valvulados apresentam um som tão limpo e cristalino. Mas, quando se usa distorção (saturação) é que os solid state ficam ridículos (Em tempo: quando falo de distorção/saturação, refiro-me aos altos volumes e não à utilização de pedais overdrive, ok?).


Os transistores, assim como as válvulas, geram freqüências inexistentes no som original (som da guitarra), além de achatar demasiadamente os picos da forma de onda. Essas freqüências sempre são harmônicos de cada freqüência original e é aí que reside a principal diferença sonora. Os transistores geram harmônicos de todas as ordens e as válvulas geram, apenas, os harmônicos pares. O resultado é uma distorção clara e firme nos amplificadores valvulados e uma distorção "suja" com graves e médios-graves "ocos" nos solid state. Num acorde distorcido nos valvulados notam-se todas as notas; é possível dedilhar deliciosamente e emendar um solo arrasador seguido de uma palhetada delirante nos bordões.


Nos solid state só conseguimos chegar mais ou menos perto disso, com amplificadores extremamente bem projetados, de som limpo, e utilizando overdrives valvulados, mesmo assim obtemos a típica distorção de pré. Outros dois fatores que moldam o timbre dos valvulados é a ressonância da própria válvula que é oca e trabalha com vácuo e o transformador de saída, que não é linear e, portanto introduz modificações no timbre (Os transistores não necessitam de transformadores para acoplarem-se aos alto-falantes, já as válvulas, devido a sua alta impedância de saída, devem ter essa impedância casada com a dos alto-falantes). Isso modifica drasticamente as características originais do sinal da guitarra. Um inconveniente da distorção dos valvulados é que só conseguimos os melhores timbres com altos volumes (você tem vizinhos?) pois as válvulas saturam-se quando estão trabalhando com altos ganhos e isso, nos pentodos ou tetrodos de saída, significa regime de alta potência.


Timbre - Um pouco de história


Quando Leo Fender patenteou seu primeiro captador, estava tentando amplificar o som da guitarra mantendo o timbre do violão que, por si só, tem um volume muito baixo em comparação com instrumentos de sopro e percussão. É fácil deduzir que, para acompanhar as bandas de Jazz que vinham surgindo, era imprescindível amplificar o som do violão com a maior fidelidade possível, já que ninguém conhecia o som de guitarras. A tentativa deu certo ao amplificar o som do violão, mas não deu certo em reproduzir o seu timbre (para chegar mais perto disso só com os problemáticos microfones). Diversas equalizações diferentes nos pré-amplificadores deu origem ao som que conhecemos hoje e que é fácil encontrar em antigas gravações de Blues. O resultado todos conhecemos, pois foi criado um novo timbre, um novo instrumento musical, por assim dizer.


Um instrumento com um timbre que os músicos e ouvintes aprenderam a gostar e muito, tanto que mudou a história da música e hoje é o que se tenta buscar. No final dos anos 50 os guitarristas de rock'n'roll e de blues descobriram que aumentado bastante o volume dos amplificadores obtinha-se um novo timbre, bastante agradável a quem gosta desses ritmos. Frank Marshall, um professor de bateria que possuía sua própria escola em Londres percebeu que copiando os amplificadores de Leo Fender iria ganhar um bom dinheiro, uma vez que estes tinham um preço altíssimo na Inglaterra. Projetou seu primeiro amplificador baseando-se no Fender Bassman 59 e utilizou as válvulas EL34, fabricadas na própria Inglaterra, ao invés das 6L6 ou 6550 dos Fender. Como resultado obteve um amplificador com o qual se obtinha uma distorção diferente e mais pesada, a qual agrada muito até hoje; é o famoso som de Marshall.


Hoje


Chega-se à conclusão que se houvessem meios mais sofisticados, como os de hoje para reproduzir em altos volumes o som do violão, o som da guitarra poderia não ter sido criado. Como são as coisas! Hoje em dia existem verdadeiras legiões de guitarristas que adoram esse antigo timbre das primeiras guitarras e estão sempre à procura de algum efeito que possa reproduzi-los, ou então, utilizando cópias dos antigos amplificadores. Para conseguir isso os projetistas deveriam trabalhar na equalização dos amplificadores. Tanto as válvulas quanto os transistores apresentam dificuldades de projeto para a obtenção de sistemas lineares ao amplificar sinais de áudio, isso significa que, por exemplo, as válvulas podem amplificar mais os graves e médios enquanto os transistores amplificam mais médios e agudos. A tentativa de compensar a falta de linearidade dos componentes faz com que diversos amplificadores apresentem timbres distintos e o timbre é uma característica de agrado bastante pessoal. Justamente as primeiras tentativas de Leo Fender são as que se tentam imitar e, parece-me, a história se repetirá.


Amplificadores Híbridos


Com iniciativa comercial da Marshall, temos hoje diversos amplificadores híbridos (amplificadores que combinam válvulas e transistores, de forma a diminuir o custo de produção). Infelizmente, esses amplificadores utilizam uma única válvula no estágio pré-amplificador (uma 12AX7, normalmente) com alta saturação, e o estágio de potência é transistorizado... Esses amplificadores, apesar de não terem (nem de longe) o timbre de um completamente valvulado, são muito populares pois satisfaz aos guitarristas que nunca tocaram num JCM800 ou similar. Esses amplificadores são a linha ValveState da Marshall. Muitos outros fabricantes já estão fabricando amplificadores desse tipo, como a Crate, a Meteoro (no Brasil), a Fender e outras. Trata-se, no entanto, de aparelhos caros e sem utilidade, uma vez que é possível obter o mesmo efeito com pedais overdrive valvulados e amplificadores transistorizados mais baratos.


A distorção


Existem dois tipos de distorção nos amplificadores valvulados: a de pré e a de power (não trataremos das distorções de transientes nem de crossover nem outros parasitas dos amplificadores, apenas a distorção útil para guitarras). A distorção de pré é obtida com a saturação das válvulas intermediárias do pré-amplificador (Parte do amplificador total que cuida do ajuste do sinal da guitarra para o amplificador de potência e que também cuida dos controles de tonalidade e de overdrive), o som é distorcido com tons de overdrive. É o mesmo som dos pedais de overdrive que utilizam válvulas como elementos ativos. É uma distorção agradável, mas não é a melhor porque não gera o timbre característico dos amplificadores valvulados. A distorção de power é a que se obtém com a saturação das válvulas de saída. Só é utilizável em altos volumes e é uma pena pois não é possível fazer uma gravação direta do amplificador pois, o alto-falante entra na jogada junto com o gabinete e suas ressonâncias e reverberações, pela produção do timbre.


Quando você ouve uma gravação de um de seus ídolos e fica imaginando como eles conseguem aquele timbre, saiba que eles utilizam um amplificador valvulado em altos volumes, sem distorção de pré e o som é captado via microfone para as mesas de som, onde são tratados!!! O ambiente de gravação também influencia e é por isso que shows ao vivo não apresentam os mesmos timbres da gravação original, até mesmo na bateria. Em shows é comum a utilização de amplificadores valvulados como geradores de timbre, sendo que o som captado por microfones passa pelo tratamento de PA e é distribuído para diversos locais, estrategicamente, via amplificadores solid state (quem diria?).


Vale destacar aqui cada tipo de válvula de saída apresenta um timbre individual. Assim, temos som de 6L6 (Fenders e a maioria dos amplificadores americanos), som de EL34 (som de Marshall) e som de 6V6 (amplificadores de menor potência) para reduzirmos os exemplos aos 3 principais modelos.



Sem sermos radicais num ou noutro sentido, deduzimos pelo que foi apresentado que não é que os amplificadores valvulados são melhores. Simplesmente gostamos mais de seu timbre. Para isso é plausível suportarmos choques elétricos, zumbidos, instabilidades com as mudanças de temperatura, etc. (Eu, pessoalmente, acho que VALE A PENA!!!)


Então, se você concorda comigo, que gosta do timbre e da distorção dos valvulados, a solução mais econômica é utilizar um verdadeiro amplificador valvulado! Enquanto existirem fabricantes de válvulas, mesmo os que sobraram (Chineses e Russos) poderemos ter esses maravilhosos amplificadores à disposição de qualquer guitarrista de bom gosto.


Continua...

24 janeiro 2008

Terminator: The Sarah Connor Chronicles


Mais um clássico dos cinemas se transformará em série de tv, trata-se da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” que será exibido no canal FOX do Estado Unidos.
A série mostrará a vida de Sara Connor após os acontecimentos do filme “O Exterminador do Futuro 2″.

A Fox está promovendo sua nova série de TV, Terminator: The Sarah Connor Chronicles, com bastante entusiasmo, como pode ser visto na foto do post. O seriado fez sua estréia num episódio duplo nos dias 13 e 14 de janeiro de 2008. No elenco estão Lena Headey (de 300), como Sarah Connor; Thomas Dekker no papel de John Connor; Summer Glau (Firefly e Serenity) será Cameron Phillips, uma Exterminadora enviada para proteger a família Connor; Richard T. Jones, como o agente do FBI James Ellison; Garret Dillahunt interpretará Cromartie, outro Exterminador, enviado para matar John Connor.

Além disso, a série de cinema Exterminador do Futuro (Terminator) ganhará mais uma trilogia, que começará com Terminator Salvation: The Future Begins, filme escrito por Michael Ferris e John Brancato (que também fizeram o roteiro de The Surrogates) e que terá direção de McG (As Panteras).

Terminator Rules

02 dezembro 2007

Depois da Tempestade...


E veio o vento arrebatando os sonhos

Caíram os muros num destroço sem igual

As pedras rolaram num desalento, viraram pó

O que restou só desengano, nada mais.


Qual o caminho que resta em teu alento!

Nada mudou, a vida é rota certa atingível

Quem vale o “total”! Somos todos incompletos

Limpas os destroços, a nova rota é visível.


Depois da tempestade a bonança é porvir

Despertam experiências mais floridas

A nova arquitetura trará mudanças vivas

A vida sorrirá na luta, há mais guarida.


A calmaria retorna, navega em mar tranqüilo

O coração repousa maduro e agasalhado

Outras tempestades virão, é rota certa!

Mas a força te conduz em rumo aprumado.


O amor fala baixinho ao coração cansado

Será que me recusarei a amar, serei livre despojado?

Mas ao toque da sineta anunciando a nova amada

É o sorrir no mesmo "toc" cabisbaixo, apaixonado. Pronto.

12 junho 2007

Cheetara Rulesssssss......


A todos os anjos que tentaram me salvar.
Não fiquem tristes, pois hoje estou a descansar, dormindo como anjo e sem dor para me atormentar.
Salve, salve todos os protetores que tentaram me ajudar.
A cada um deixo meu miau.
Vocês sempre vão lembrar que um dia uma simples Gatinha tentaram salvar... e fizeram tudo para meu sofrimento amenizar...
Mas Deus olhou para todos, agradecido pela dedicação, generosidade, bondade, amor, e respeito pelos animais, e agradecido resolveu me levar, para eu descansar e assimum dia ainda quem sabe, podermos nos encontrar no céu onde todos os anjos vão estar, inclusive vocês.
Salve os Anjos, Salve Deus, Salve os Protetores, Salve os Animais, Salve a Humildade, Salve o Amor e a Solidariedade.
Que Deus abençoe a todos que amam e respeitam os animais de verdade !
* 25/12/1990 + 11/06/2007
Esta é a Cheetara... que faleceu hoje... me esperou chegar do trabalho para se despedir...
Perdi mais um pedaço..........

15 maio 2007

Por que?


Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!

Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.

Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfia do destino e acredita em ti.

Gasta mais horas realizando, que sonhando,fazendo, que planejando, vivendo, que esperando...

Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...


"Nenhum homem pode alcançar a grandeza de que é capaz antes de se permitir ver a própria pequenez."

29 abril 2007

Velho Lugar


Já cansei de tentar quebrar a porta
Não me convidaram mesmo assim eu quis entrar
Me entreguei por um sonho que me corta
Sem sentir o gosto vi meu sangue derramar

Quero a chance de ser
O que eu quero ser
Sem medo de errar
No caminho que eu quero ver
E reconhecer
Ate me encontrar
Viro tudo ao avesso
Pelo meu recomeço
Nesse velho lugar

Sei que errei ao fazer a minha aposta
Não me perguntei se havia a chance de ganhar
Me arrisquei ao buscar uma resposta
Nesse seu silencio que insiste em me calar

Quero a chance de ser
O que eu quero ser
Sem medo de errar
No caminho que eu quero ver
E reconhecer
Ate me encontrar
Viro tudo ao avesso
Pelo meu recomeço
Será que eu não mereço
Nesse velho lugar