24 janeiro 2008

Terminator: The Sarah Connor Chronicles


Mais um clássico dos cinemas se transformará em série de tv, trata-se da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” que será exibido no canal FOX do Estado Unidos.
A série mostrará a vida de Sara Connor após os acontecimentos do filme “O Exterminador do Futuro 2″.

A Fox está promovendo sua nova série de TV, Terminator: The Sarah Connor Chronicles, com bastante entusiasmo, como pode ser visto na foto do post. O seriado fez sua estréia num episódio duplo nos dias 13 e 14 de janeiro de 2008. No elenco estão Lena Headey (de 300), como Sarah Connor; Thomas Dekker no papel de John Connor; Summer Glau (Firefly e Serenity) será Cameron Phillips, uma Exterminadora enviada para proteger a família Connor; Richard T. Jones, como o agente do FBI James Ellison; Garret Dillahunt interpretará Cromartie, outro Exterminador, enviado para matar John Connor.

Além disso, a série de cinema Exterminador do Futuro (Terminator) ganhará mais uma trilogia, que começará com Terminator Salvation: The Future Begins, filme escrito por Michael Ferris e John Brancato (que também fizeram o roteiro de The Surrogates) e que terá direção de McG (As Panteras).

Terminator Rules

02 dezembro 2007

Depois da Tempestade...


E veio o vento arrebatando os sonhos

Caíram os muros num destroço sem igual

As pedras rolaram num desalento, viraram pó

O que restou só desengano, nada mais.


Qual o caminho que resta em teu alento!

Nada mudou, a vida é rota certa atingível

Quem vale o “total”! Somos todos incompletos

Limpas os destroços, a nova rota é visível.


Depois da tempestade a bonança é porvir

Despertam experiências mais floridas

A nova arquitetura trará mudanças vivas

A vida sorrirá na luta, há mais guarida.


A calmaria retorna, navega em mar tranqüilo

O coração repousa maduro e agasalhado

Outras tempestades virão, é rota certa!

Mas a força te conduz em rumo aprumado.


O amor fala baixinho ao coração cansado

Será que me recusarei a amar, serei livre despojado?

Mas ao toque da sineta anunciando a nova amada

É o sorrir no mesmo "toc" cabisbaixo, apaixonado. Pronto.

12 junho 2007

Cheetara Rulesssssss......


A todos os anjos que tentaram me salvar.
Não fiquem tristes, pois hoje estou a descansar, dormindo como anjo e sem dor para me atormentar.
Salve, salve todos os protetores que tentaram me ajudar.
A cada um deixo meu miau.
Vocês sempre vão lembrar que um dia uma simples Gatinha tentaram salvar... e fizeram tudo para meu sofrimento amenizar...
Mas Deus olhou para todos, agradecido pela dedicação, generosidade, bondade, amor, e respeito pelos animais, e agradecido resolveu me levar, para eu descansar e assimum dia ainda quem sabe, podermos nos encontrar no céu onde todos os anjos vão estar, inclusive vocês.
Salve os Anjos, Salve Deus, Salve os Protetores, Salve os Animais, Salve a Humildade, Salve o Amor e a Solidariedade.
Que Deus abençoe a todos que amam e respeitam os animais de verdade !
* 25/12/1990 + 11/06/2007
Esta é a Cheetara... que faleceu hoje... me esperou chegar do trabalho para se despedir...
Perdi mais um pedaço..........

15 maio 2007

Por que?


Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!

Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.

Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfia do destino e acredita em ti.

Gasta mais horas realizando, que sonhando,fazendo, que planejando, vivendo, que esperando...

Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...


"Nenhum homem pode alcançar a grandeza de que é capaz antes de se permitir ver a própria pequenez."

29 abril 2007

Velho Lugar


Já cansei de tentar quebrar a porta
Não me convidaram mesmo assim eu quis entrar
Me entreguei por um sonho que me corta
Sem sentir o gosto vi meu sangue derramar

Quero a chance de ser
O que eu quero ser
Sem medo de errar
No caminho que eu quero ver
E reconhecer
Ate me encontrar
Viro tudo ao avesso
Pelo meu recomeço
Nesse velho lugar

Sei que errei ao fazer a minha aposta
Não me perguntei se havia a chance de ganhar
Me arrisquei ao buscar uma resposta
Nesse seu silencio que insiste em me calar

Quero a chance de ser
O que eu quero ser
Sem medo de errar
No caminho que eu quero ver
E reconhecer
Ate me encontrar
Viro tudo ao avesso
Pelo meu recomeço
Será que eu não mereço
Nesse velho lugar

03 novembro 2006

Nossa própria Criação!


Entrevista concedida ao Jornal O Globo por "Marcola"...

JG - "Você é do PCC ?"

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível .... Vocês nunca me olharam durante décadas...
E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias...
A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só apareciamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas...
Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...

JG - Mas... a solução seria...

- Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

JG - Você não têm medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba .... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói "? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha .. Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça "? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia , satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes.
Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

JG - O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica . Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha , ha... Vocês são o Estado quebrado , dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

JG - Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?

JG - Mas... não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos deles e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema .. Como escreveu o divino Dante:

"Lasciate ogna speranza voi che entrate!"

Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.